A busca, por Gerson Yamin

Tempo de leitura: 2 minutos

Gerson Yamin

“O importante não é correr atrás das borboletas, mas regar seu jardim para que elas venham até você.” (Mario Quintana)

Desde que nasce, o ser humano é determinado por elementos sociais, cuja finalidade é seu enquadramento na normalidade da existência. Crescemos e vamos nos desenvolvendo a partir desses valores sociais pré-determinados, conservadores e voltados para a vida material.

Buscamos, muitas vezes, encontrar nas religiões um espaço de esperança e de compreensão sobre o que somos, para onde vamos e o que estamos fazendo por aqui. Mero engano. As religiões cumprem outro papel. O de nos aprisionar em seu sistema de crenças, aceitando tudo que venha dos mitos e gurus, mantendo-nos inertes, submissos através do medo, do julgamento, das punições que, ao invés de nos libertarem, aprisionam o ser cada vez mais, afastando-o de sua própria essência.

Corremos, então, em busca da felicidade. Encontramos prazeres e alegrias, é verdade, mas, também, desprazer e tristezas. Não entendemos que o prazer está condicionado à nossa organicidade corporal. Sentimos prazer quando comemos e bebemos algo que gostamos, quando fazemos sexo ou quando adquirimos algo de valor material, entre outros fatores. Temos alegria quando nossas emoções refletem algo acontecido na nossa realidade concreta quando, por exemplo, passamos de ano na escola, fomos aprovados em algum concurso público ou quando o nosso time do coração vence uma partida, assim como em muitos outros acontecimentos existenciais.

Mas e a felicidade? Pode-se dizer que, quando fazemos algo em benefício de alguém ou de alguma causa coletiva sem qualquer interesse próprio, vivenciamos momentos verdadeiramente felizes.

Então, se o prazer está no orgânico, a alegria no emocional, a felicidade repousa no espiritual, em nossa essência, no “cristhós” dos gnósticos ou no “reino dos céus” dos cristãos.

Somos, então, uma mosca que está sentada em uma rolha a navegar num imenso oceano, como disse Jung. Enquanto não olharmos para esse oceano, isto é, as energias que constituem o nosso inconsciente, o nosso cristo interno, o nosso Espirito, o nosso self, o nosso Krishna, ou seja lá o nome que a isso dermos, estaremos correndo indefinidamente “atrás das
borboletas”. Ou seja, projetando nossas máscaras sociais na busca da superficialidade que acreditamos seja a finalidade da vida.

Porém, se “regarmos nosso jardim”, despertando a atenção pessoal para esse universo interno, que representa nosso verdadeiro “EU”, estaremos caminhando, construindo nossa arquitetura espiritual e dialogando abertamente com nossa existência material na busca da transcendência.

Como teria afirmado Jesus de Nazaré, “conhecereis a verdade e ela vos libertará”. Esta verdade não está no exterior; ela está dentro de cada um de nós. Basta que prestemos atenção e olhemos para o nosso íntimo.

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