O livro que salva vidas, por Wellington Balbo

Tempo de leitura: 2 minutos

Há um debate que ora se acirra, ora cai no esquecimento, do que se pode considerar como um livro de boa qualidade.

Aliás, se lançarmos este tipo de pergunta em nossas redes sociais provavelmente receberemos respostas das mais diversas. Algumas serão mais bem elaboradas, de críticos e especialistas no assunto, outras sucintas e algumas que até poderão nos causar certo estranhamento.

Diante de tantas opiniões, quero aqui, de forma bem despretensiosa, e com base numa vivência, apresentar o que considero um livro de boa qualidade.
Recordo-me que lá pelo início de 1994, escutei de um jovem rapaz, – que deveria ter seus 21, 22 anos – que sua vida havia sido preservada graças a leitura de um livro chamado “O livro dos Espíritos”.

Eu, até então com 19 anos, naquela época, desconhecia completamente a obra mencionada pelo amigo. Curioso, resolvi pesquisar e esta pesquisa me levou até o Centro Espírita Amor e Caridade, na cidade de Bauru, interior do estado de São Paulo.

Naquele centro espírita descobri o que continha nas páginas do tal “O livro dos Espíritos” e pude, então, compreender a razão pela qual o rapaz havia dito ter sido “salvo” pelo livro.
Na minha concepção de jovem, um livro não poderia salvar a vida de alguém! Faltava-me, claro, uma visão mais requintada da vida que, não raro, dialoga conosco por meio de símbolos. Ser “salvo” por um livro é, portanto, uma metáfora, uma linguagem simbólica, relacionada ao fato de que algumas obras nos oferecem larga ajuda em momentos difíceis da existência.

Depois, já participando de grupos de estudos e do movimento espírita, pude, ao longo dos anos, constatar quantas vidas foram simbolicamente salvas pela primeira obra da Doutrina Espírita. Quantos sorrisos distribuídos, quanta esperança propagada, quanta educação moral espalhada e quantos caminhos retomados…

A propósito, peço licença ao leitor para narrar uma experiência deveras interessante. Alguns meses atrás, estava eu no escritório, olhando para o nada, quando toca o celular e me desperta daquele encontro comigo mesmo. Era um amigo de longa data que queria me contar sobre sua ex sogra.

Contou-me ele que naquele dia, pela manhã, havia recebido uma ligação daquela senhora e que, após os cumprimentos iniciais, ela, de forma surpreendente, disse ao amigo:
“Tenho que te agradecer… Poderia te agradecer pelos dois lindos netos que me presenteaste, mas, hoje, quero agradecer por ter me apresentado “O livro dos Espíritos”! Pois, se não fosse por aquelas noites de estudo, no início dos anos 2000, lá no Centro Espírita Joana D’Arc, eu não sei o que teria sido de minha vida. Este livro, “O livro dos Espíritos”, deu um outro significado para a minha existência e, graças a esta obra, hoje cá estou, viva e com boa saúde psíquica”.

O amigo me disse que o telefonema da avó de seus filhos o deixara emocionado e ele não pôde conter as lágrimas, após desligar o telefone.

Confesso que aquele relato também me emocionou…

Despedimo-nos e eu não pude evitar algumas lágrimas, agora de alegria e de gratidão a Allan Kardec. Porque não é sempre que um livro modifica a vida de uma ex sogra!
Para mim, o veredicto do que é um livro de boa qualidade já havia sido dado… Tanto pelo tempo e, mais agora, corroborado pelo relato daquela ex sogra do meu amigo…

Wellington Balbo

EDITORIAL: Especial O Livro dos Espíritos

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