Guerra, por Júlia Schultz

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Júlia Schultz

Tudo acontece de repente…
Parece que jamais terá fim.
Uma etapa um tanto difícil,
Não se tem como impedir!

Acontece tão lentamente,
E, quando se vê,
Já está totalmente por todo o seu ser…
É mais uma guerra!

Dor, destruição, sofrimento, desespero!
Quando terá fim?
E, na aparente negritude da noite,
Aparece uma luz tão pequenina…

E, tão significativa no momento de trevas,
É a luz da esperança!
Que brilha
Aos poucos em seu coração.

Então, o medo começa a ceder espaço,
À esperança que se acendeu
E que, aos poucos,
Vai se transformando em fé;

Uma oração que é falada
Através de lágrimas
Lágrimas que aliviam sua dor.
Você sente que Deus está sempre presente!

Esboça um sorriso,
Que se mistura
Com as lágrimas,
E, lentamente, abre os olhos…

O amanhecer os ilumina,
O sol vem radiante!
Convidando-o a assistir o grande espetáculo
Que preparou especialmente para você!

Ele nasce aos poucos,
Majestoso, silencioso, mas muito brilhante!
Tantas vezes ele nasceu e nem notaste…
Tantos espetáculos te convidou a ver.

Mas seus olhos
Não o viam
E agora veem
Que era tudo para você!

Mas, às vezes,
Se fazem necessárias as guerras
Para, depois, dar valor aos pequenos gestos,
Às pequenas coisas que, no fundo, são enormes!

E que só se aprende a valorizar quando se perde!
O bom mesmo é procurar saber o valor enquanto se está perto.
E não perder, nunca,
Uma oportunidade de crescer e ser feliz!

* Poesia escrita em 1999, quando a autora era participante da Juventude Espírita Tereza de Jesus (JETESUS), na dinâmica “Técnica Compositiva”. Publicada originariamente na versão impressa da Revista Harmonia.

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