Entrevista com Jon Aizpúrua, por Marcelo Henrique

Tempo de leitura: 10 minutos

Marcelo Henrique

Jon Aizpúrua é uma personalidade espírita importante para o nosso tempo, sobretudo para o contingente não religioso, distante do chamado “mainstream” espiritista, representado pela Federação Espírita Brasileira (FEB) e pelo Conselho Espírita Internacional (CEI). Jon é considerado, segundo sua biografia publicada em EspiritNet (texto assinado pelo jurista espírita Milton Medran Moreira [1]), uma das vinte maiores personalidades espíritas dos Séculos XX e XXI. Foi presidente da então Confederação Espírita Pan-Americana (CEPA) e é, até hoje, presidente da entidade espírita venezuelana Movimento de Cultura Espírita (CIMA), mesmo estando em autoexílio na Espanha, em função da ditadura no país sul-americano. Em caráter de exclusividade, Jon foi entrevistado por Marcelo Henrique, Coordenador-Geral do ECK, conforme abaixo.

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ECK – Jon, você é venezuelano e conviveu durante muitos anos, até o seu autoexílio para a Espanha. Qual é o seu sentimento, como espírita e como cidadão venezuelano, em relação ao sequestro e prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro? O que você espera e imagina acontecer neste “day-after” do sequestro e da prisão de Maduro?

Jon – Tomei a decisão de deixar a Venezuela em 2018, quando considerei que minha permanência no país era insustentável e inviável.

Minha primeira reação à notícia da captura do ditador e sua transferência para uma prisão nos Estados Unidos foi de imensa alegria. Foi a mesma reação da grande maioria dos venezuelanos que vivem no país, embora, por medo da repressão policial e paramilitar, não possam expressá-la publicamente, assim como de quase todos os 8 milhões de venezuelanos que tiveram que emigrar e estão espalhados pelo mundo.

Mas, alguns dias depois, o sentimento é agridoce. O ditador caiu, mas não a ditadura. Dos 840 presos políticos, alguns deles professores universitários e amigos meus, apenas 30 foram libertados. Toda a infraestrutura política, jurídica, militar, policial e paramilitar permanece intacta. E Trump contabiliza sua vitória em barris de petróleo que obterá, sem dizer uma palavra sobre liberdade, democracia, direitos humanos ou respeito às eleições.

Como alguém que procura analisar qualquer evento com calma, para mim é evidente que a intervenção das forças militares dos EUA, agindo sob ordens do Presidente dos Estados Unidos, ocorreu fora dos limites do direito internacional. Da mesma forma, o regime venezuelano agiu contra as normas do direito internacional e humanitário ao manter centenas de presos políticos, praticando todos os tipos de tortura contra eles, mantendo uma estrutura paramilitar armada que aterroriza a população com seus “coletivos” e com guerrilheiros colombianos e, em suma, cometendo fraude em julho de 2024 ao desconsiderar flagrantemente os resultados eleitorais que deram a Edmundo González Urrutia uma vantagem esmagadora, com mais de 70% dos votos. E, claro, sem permitir que milhões de eleitores venezuelanos domiciliados no exterior exercessem seu direito de voto.

A questão é clara: se um regime ditatorial não respeita os resultados eleitorais, se os opositores são perseguidos e presos, se não há liberdade de imprensa, que alternativa existe para alcançar uma mudança na liderança do país?

ECK – Quais foram os motivos que o levaram ao seu autoexílio? Existe, no seu caso, a chamada resignação diante deste infortúnio, como prescreve a moral espírita

Jon – Diversos fatores contribuíram para essa importante decisão em minha vida: a deriva autoritária e ditatorial que o regime gradualmente tomou, primeiro com Chávez e depois com Maduro, que levou à eliminação total da independência dos poderes e à ausência de liberdades em todas as áreas.

O que finalmente me levou a partir foi a ruína econômica do país, causada por um sistema que empobreceu a maioria da população, enquanto a elite militar e política se tornou obscenamente rica. Entre muitos exemplos, citarei um que é óbvio e verificável: o salário básico da maioria dos trabalhadores venezuelanos é inferior a US$ 10 (dez dólares) por mês.

Gostaria de compartilhar minha própria experiência, caso algum leitor tenha dúvidas. Trabalhei como professor universitário por 40 anos e, naturalmente, ascendi na carreira acadêmica com minhas pesquisas. Antes do regime chavista, meu salário era de aproximadamente US$ 1.500 (mil e quinhentos dólares) por mês, o que me permitia viver confortavelmente e sustentar minha família. Atualmente, e já há alguns anos, recebo US$ 15 (quinze dólares) por mês como professor aposentado. Entendam que não são US$ 15 por dia, mas US$ 15 por mês! Ou seja, meio dólar por dia. Isso está abaixo do nível de renda de populações como as da África Subsaariana. Minha esposa faleceu prematuramente em 2016, deixando-me responsável pelo meu filho pequeno, Hiram. Em 2018, eu estava com dificuldades para sustentá-lo, pois não conseguia encontrar sequer um litro de leite ou outros alimentos nos supermercados.

ECK – Como foi conviver com a ditadura chavista, primeiro com Hugo Chávez e, depois, com Maduro?

“Afirmo, com base em fatos comprovados, que não existe diáspora de tal magnitude em nenhum outro lugar do mundo. Em resumo, ver um país privilegiado em termos de recursos naturais transformado em um país desolado, deprimido e arruinado.”

Jon – Tem sido uma experiência amarga testemunhar a deterioração progressiva das condições de vida dos habitantes do país. A ruína econômica, o colapso dos sistemas de educação e saúde, a destruição dos serviços públicos, a perseguição aos dissidentes, a obrigação dos funcionários públicos de participar de manifestações organizadas pelo governo, o encarceramento, as prisões e a tortura em centros especializados nessa prática bárbara. E o mais doloroso de tudo tem sido a desintegração das famílias, com mais de 8 milhões de pessoas forçadas a emigrar para escapar da fome e da miséria. Afirmo, com base em fatos comprovados, que não existe diáspora de tal magnitude em nenhum outro lugar do mundo. Em resumo, ver um país privilegiado em termos de recursos naturais transformado em um país desolado, deprimido e arruinado.

ECK – Há uma evidência forte de que o verdadeiro interesse norte-americano na questão venezuelana seja econômico-financeiro e comercial, correlacionado às reservas petrolíferas deste país. Inclusive já há notícias sobre a retenção de embarcações que transportavam petróleo da Venezuela. O que você tem a nos dizer sobre isso?

Jon – Não tenho dúvidas de que o principal interesse de Trump e de sua administração é econômico, financeiro e comercial. As informações mais recentes confirmam isso. Sua prioridade é controlar a riqueza venezuelana, especialmente o petróleo, acima das considerações sobre democracia política e a restauração da liberdade perdida.

Dito isso, também é importante notar que, por mais de duas décadas, os regimes ditatoriais de Cuba, Rússia, China e Irã atuaram na Venezuela com o mesmo objetivo: saquear uma parcela significativa da riqueza do país, o que, como é evidente, não contribuiu para melhorar a vida da população. Ou será que esses governos estavam interessados ​​na Venezuela para aprender a receita de arepas (prato típico venezuelano) ou por algum ato de solidariedade? O governo suíço acaba de congelar as contas privadas de Maduro, e foi revelado que elas ultrapassam os 5 bilhões de dólares!

ECK – Enquanto você viveu de fato em Caracas, foi o dirigente principal do CIMA – Movimento de Cultura Espírita e, até hoje, mesmo no autoexílio, continua ligado e com atribuições diretivas e orientativas no CIMA, certo? Como foi, então, atuar nesta instituição diante da ditadura chavista? Que dificuldades e embargos lhes foram impostos, a você e à instituição, enquanto espíritas? 

Jon – Para que fique bem claro: nem eu, pessoalmente, nem o Movimento Cultural Espírita (CIMA) sofremos perseguição por parte do regime. Isso se deve principalmente ao fato de que nós, como instituição espírita, jamais participamos de atividades políticas partidárias e, portanto, não demos motivo para repressão ou assédio. Cabe ressaltar também que os espíritas são grupos muito pequenos, com pouca influência ou representatividade na sociedade.

Permaneço como presidente desta instituição e, graças ao enorme esforço de valiosos colegas que dirigem os centros espíritas filiados à CIMA, esses centros permanecem abertos, embora com um nível de atividade reduzido e apenas em certos dias da semana, visto que a insegurança nas ruas nos impede de realizar reuniões noturnas. A emigração de milhões de cidadãos afetou severamente os espíritas venezuelanos, assim como os participantes de outras instituições culturais. O número de membros da CIMA diminuiu consideravelmente, pois muitos emigraram para outros países. Em contrapartida, alguns organizaram grupos de estudo inspirados em nossos princípios kardecistas, seculares, de livre-pensamento e humanistas.

ECK – Você é psicólogo clínico e jornalista, com atuação em rádio e TV, principalmente, no trato de temas gerais e também espiritistas. Que dificuldades, ameaças e restrições foram lhe impostas pelo regime chavista?

Jon – Durante muitos anos, apresentei meus programas de rádio e televisão, “Valores do Espírito” e “Grandes Biografias”, sem problemas, mas chegou um momento em que a censura se tornou insuportável. Muitos dos meus programas, que abordavam literatura, história e crescimento espiritual, foram censurados pelo órgão regulador da mídia e não puderam mais ser retransmitidos. Não há espaço suficiente aqui para listar todos os temas e conceitos que o regime proíbe de serem transmitidos ao público. Não recebi ameaças concretas da polícia ou de autoridades civis, mas sofri inúmeros insultos nas redes sociais por parte de apoiadores do governo. Tive de suportar os rótulos usuais como “fascista”, “agente do imperialismo” e outras expressões vulgares que é impróprio repetir aqui.

“Muitos dos meus programas, que abordavam literatura, história e crescimento espiritual, foram censurados pelo órgão regulador da mídia e não puderam mais ser retransmitidos”

ECK – Você foi presidente da (então) Confederação Espírita Pan-Americana (CEPA), hoje CEPA Associação Espírita Internacional. Como representante natural e reconhecido do chamado movimento espírita laico e livre-pensador, que se contrapõe ao hegemônico movimento espírita religioso, capitaneado pela FEB e pelo CEI, você tem congêneres no Brasil – podemos citar, por exemplo, os integrantes do coletivo CEPABrasil – Associação de Amigos e Delegados da CEPA no Brasil. Você recebeu, da entidade e dos seus diversos membros, no curso do tempo em que enfrentou as dificuldades do regime chavista, algum tipo de solidariedade? Houve alguma manifestação concreta dos espíritas em relação à sua situação pessoal e à do CIMA?

Jon – Tem sido uma grande satisfação para mim ter ajudado a CEPA a ganhar uma presença mais forte no cenário espírita brasileiro, conectando-me com indivíduos e instituições que simpatizavam com uma visão filosófica espírita alinhada ao projeto original de Kardec, distinta do modelo religioso cristão-evangélico que vigorava no país. Ao longo dos anos, um movimento significativo se consolidou, centrado na CEPABrasil, no CPDoc e em outras entidades independentes, como o Espiritismo COM Kardec (ECK).

Mantenho uma relação cordial de amizade e intercâmbio com todos os seus membros, com quem compartilho uma compreensão comum do pensamento espírita em seus aspectos filosóficos, científicos, éticos e sociais, assim como a necessidade de contextualizar Kardec e atualizar suas ideias e linguagem.

Muitos deles declaram abertamente sua identificação com a esquerda política e, com base nessa convicção, expressam suas posições públicas, que respeito profundamente, embora quase sempre discorde delas. Em relação à Venezuela, as diferenças são muito evidentes; portanto, não solicitei nem recebi qualquer manifestação de solidariedade. 

Há alguns dias, foi divulgado um documento em nome do Movimento Espírita Progressista sobre os acontecimentos na Venezuela, assinado por diversas entidades, incluindo a CEPABrasil, que considero tendencioso, injusto e desprovido de solidariedade com um país e um povo submetidos há muitos anos a uma ditadura cruel e corrupta.

É justo dizer aqui que existem pessoas e sociedades espíritas ligadas à CEPA que não compartilham das posições de esquerda e expressam isso para mim em comunicações privadas.

ECK – No Brasil, embora em minoria, há muitos espíritas “de esquerda”, tradicionalmente conhecidos por serem defensores da justiça social, sob bases espíritas. Qual sua opinião sobre a “seletividade crítica” dos espíritas de esquerda em relação à ditadura chavista? O que você diria aos nossos companheiros espíritas laicos, progressistas e livres pensadores?

Jon – Não creio que existam diferenças, ao menos teoricamente, quanto à necessidade de defender a justiça social num mundo tão injusto como o nosso. A questão reside noutro ponto e precisa de ser esclarecida. Existe uma esquerda democrática que, quando vence uma eleição, respeita a oposição, promove o pluralismo, respeita a separação dos poderes e, se perde, entrega o poder numa transição pacífica. É o caso atual, por exemplo, no Chile, no Uruguai e no Brasil.

E existe uma esquerda autoritária ou totalitária que toma o poder, elimina a oposição, prende, tortura e assassina dissidentes, impede outras opções políticas e frauda eleições quando perde. É o caso da Venezuela, da Nicarágua e de Cuba. Na minha opinião — e não sou alguém que dê conselhos — os espiritualistas de esquerda deveriam esclarecer com quem se identificam, concretamente e sem retórica evasiva, para fomentar um diálogo que poderia ser muito útil.

“Existe uma esquerda democrática que, quando vence uma eleição, respeita a oposição, promove o pluralismo, respeita a separação dos poderes e, se perde, entrega o poder numa transição pacífica. É o caso atual, por exemplo, no Chile, no Uruguai e no Brasil. “

(ECK – Considerando as definições da Escala Espírita, o que dizer acerca de Donald Trump e sua atuação como líder de uma das maiores potências mundiais?

Jon – Para mim, a Escala Espírita não é de forma alguma absoluta. Foi uma tentativa de Kardec de apresentar, em um contexto didático, as diferenças morais ou intelectuais entre Espíritos desencarnados, que podem ser extrapoladas para os encarnados, contrastando-as com a crença católica de que as almas dos falecidos vão para o céu, inferno ou purgatório, e de ensinar que todos estamos imersos em um imenso processo palingenético, dentro do dinâmico reino da evolução.

Já que não me esquivo de perguntas ou temas, direi que considero Trump amoral, ambicioso, egocêntrico e narcisista, e lamento que a democracia americana tenha chegado a um nível tão baixo ao elegê-lo pela segunda vez. 

Na escala proposta por Kardec, suponho que ele se enquadraria em uma das classes que compõem a Terceira Ordem, ou seja, os Espíritos Imperfeitos. Imagino que os apoiadores da esquerda concordarão com os rótulos que lhe atribuí. Mas diriam o mesmo de figuras tão perversas quanto Maduro, Díaz-Canel, Ortega ou Putin?

ECK – Que hipóteses, na sua opinião, podem ser consideradas para o futuro do seu país? Você pretende voltar a viver na Venezuela?

Jon – Considerando o que já aconteceu, espero que, dentro de um prazo razoável, tenhamos um regime democrático, num Estado social governado pelo Estado de Direito e pelas liberdades, a ser estabelecido na Venezuela, livre da tutela de qualquer potência ou força estrangeira. O controle dos Estados Unidos é inaceitável, assim como a interferência e a voracidade de Cuba, Rússia, China e Irã jamais deveriam ter sido.

Como qualquer outra nação do mundo, aspiramos a ter eleições em breve, com um tribunal eleitoral imparcial, onde todos os setores políticos possam participar com seus candidatos e fazer campanha livremente, sem as ameaças de grupos armados e mascarados, e onde os venezuelanos (tanto os que estão dentro quanto os que estão fora do país) escolham a pessoa que liderará o governo pelo período indicado pela Constituição.

Conquistado esse objetivo, um novo governo, plenamente democrático, deve dedicar-se à reconstrução da infraestrutura econômica e industrial, bem como dos serviços públicos, que foram devastados e arruinados. Um imenso esforço deve ser feito em nome de todos os habitantes, especialmente os mais pobres e vulneráveis, para erradicar a fome e a pobreza, promover a educação e a saúde e restaurar um clima de fraternidade e respeito no país, que supere qualquer vestígio de ódio, ressentimento ou desejo de vingança.

Este é o meu desejo e a minha utopia. Em última análise, o Espiritismo, com seu anseio por progresso e renovação material e espiritual, tem muito em comum com tal utopia. Se houver progresso nessa direção e a liberdade for conquistada em meu país, retornarei, sem dúvida alguma.

ECK – Nossos agradecimentos, querido Jon, pela entrevista concedida ao Coletivo “Espiritismo COM Kardec – ECK”.

Jon – Marcelo, querido amigo e companheiro espírita, agradeço-lhe por esta entrevista, pois ela me dá a oportunidade de compartilhar minhas impressões sobre a situação em meu país, sem condições prévias ou censura.

Nota do ECK:

[1] Disponível em: <LINK>. Acesso em 10. Jan. 2026.

Fotos divulgação fornecidas pelo entrevistado. 

Entrevista em Espanhol

Entrevista a Jon Aizpúrua, Por Marcelo Henrique

 

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Postagem efetuada por membro do Conselho Editorial do ECK.

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8 thoughts on “Entrevista com Jon Aizpúrua, por Marcelo Henrique

  1. Excelente entrevista! Parabéns, meus amigos. Não há verdade mais legítima do que aquela narrada por quem realmente vivencia os fatos. A partir dessa reflexão, torna-se evidente — ao menos diante das minhas tendências — que qualquer pretensão de absolutismo se revela uma falácia perante um espírito que pensa com liberdade.

  2. Oportuna entrevista, Marcelo (ECK). Muito bom saber a opinião de um venezuelano do porte de Jon Aizpúrua que viveu os acontecimentos no seu país e os analisa com olhar ético e independente. Com leve discordância de minha parte, aqui ou ali, por conta de pontos de vista pessoais, o depoimento traz elementos para boa reflexão. Valeu ECK!

  3. “Muito boa a entrevista do venezuelano Jon Aizpurua, intelectual, livre pensador e líder espirita latino. O sofrimento do povo da Venezuela nas mãos de ditaduras, faz-nos refletir que, mesmo que tenhamos nossas preferências de ideologias políticas, de esquerda ou direita, devemos antes de tudo defender valores mais altos de Ética, Humanidade, Liberdade, Democracia, Justiça Social, Estado Democrático de Direito, respeito aos Direitos Humanos, à Natureza e Meio Ambiente, Diversidade, Livre Pensamento, progresso sustentável etc. E sempre combater os excessos, os abusos de poder, o fascismo, o neonazismo, o ódio, a violência, as ditaduras e tudo que isso representa. Obrigado e parabéns Marcelo Henrique.”

  4. Ótima entrevista, otimo documento de um tempo. Um diálogo honesto e franco entre dois expoentes do espiritismo mundial. Longa vida ao ECK, Jon e MH.

  5. Admiro muito O Sr. Aizpúrua e acredito plenamente nas suas palavras esclarecedoras da verdadeira situação em que se encontra o seu país a Venezuela. Pelo que sabemos a intervenção militar dos EUA no país não tiveram como objectivo libertar o país da ditadura, simplesmente mudaram de dono, e em vez de venderem o petróleo a preços baixos a uns agora irão vender a outros, como disse um dia Eça de Queiroz, ..”mudam-se as fraldas, mas o cheiro é o mesmo”..o povo esse, continua a sofrer da mesma forma e a riqueza é só para as elites próximas do governo. Obrigada pelas suas palavras Sr.Aizpurua e faço votos para que os seus desejos para o destino da sua Pátria se concretizem num futuro próximo. Você continua a ser um proeminente espírita para mim e certamente para uma grande parte da comunidade espírita que segue o livre pensamento Kardecista e talvez utópico, como diz, mas é isso que admiro neste grupo ECK, somos um grupo de vanguarda que nos distingue e separa deste ME, tão submisso ainda ao religiosismo . Obrigada Prof Marcelo pela iniciativa desta entrevista.

  6. As posições espíritas, assim como as posições políticas, de meu querido e admirado amigo Jon Aizpúrua caracterizam-se, sempre pelo bom senso e pelo equilíbrio. Mais uma vez, Jon dá provas de seu equilíbrio e de seu bom senso, nesta interessante entrevista feita por Marcelo Henrique. Em tempos de polarizações políticas e de fanatismos religiosos é muito difícil guardar essas características. Parabéns ao entrevistado e ao entrevistador.

  7. Jon, mesmo se não concordasse de toda tua expressão, continuaria a admiração. Tua serenidade, ética e capacidade de expressares o teu pensamento me impressiona. Parabéns ao entrevistado e ao entrevistador.

  8. Importante relato . Parabéns Marcelo por conseguir esse feito. A situação ainda é incerta e necessita olhar atento, e não esquecermos do povo que passa por tudo isso, uma rotina de luta, de muita dificuldade.