Cláudia Jerônimo
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O que desejo neste “Dia Internacional da Mulher” é que cada uma nós possa acolher as demais mulheres, independentemente de sua expressão ou identidade de gênero, cis ou trans.
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Poderia começar esse texto falando sobre o momento mais do que delicado que nós mulheres estamos enfrentando, morrendo por simplesmente ser mulher.
Mas, quero aproveitar e falar daquelas que me deixaram triste por falas e postagens preconceituosas. Sim, mulheres tidas com grande conhecimento do Espiritismo, com um considerável número de seguidores, mas que usam suas redes sociais para patrocinarem um discurso agressivo, atacando algumas pessoas por conta de seu gênero.
O feminino está em cada uma de nós de um jeito único, íntimo, com expressões delicadas, com uma força de viver e com uma luta diária para que a verdadeira equidade aconteça em todos os espaços da vida.
Nada vai tirar esse encanto! Ninguém vai nos substituir! Porém, hoje, mais do que nunca, precisamos aprender a incluir, também, as mulheres transexuais num acolhimento sincero e carinhoso.
Essas mulheres não querem substituir nenhum homem, mas querem ser respeitadas e livres.
Fala-se tanto em sororidade, em não soltar a mão da outra, e porque não incluir quem sempre se sentiu excluída?
O mundo tem espaço pra todas!
Ler numa postagem cheia de agressividade que uma mulher trans não pode participar de uma comissão para direitos das mulheres, causou dor e decepção, ainda mais porque a deputada e mulher trans citada, trata muito mais dos assuntos femininos do que muitas deputadas cisgênero [1].
O que desejo neste “Dia Internacional da Mulher” é que cada uma nós possa acolher as demais mulheres, independentemente de sua expressão ou identidade de gênero, cis ou trans.
Somos todas mulheres, somos todas humanas, somos todas Espíritos em evolução! Que nosso livre arbítrio possa, assim, ser respeitado, sob todas as formas e em todas as circunstâncias, principalmente naquilo que não é decorrente de uma escolha, mas, sim, do que resulta de como nos vemos e sentimos.
Nota do ECK:
[1] Trata-se da notícia, de fevereiro último, de que a mulher trans e deputada Érika Hilton deverá ser a primeira nesta condição a presidir a Comissão da Mulher.
Fonte:
Alves, J. (2026). Erika Hilton deve ser a 1ª trans a presidir Comissão da Mulher. “Poder 360”. 25. Fev. 2026. Disponível em: <LINK>. Acesso em 6. Mar. 2026.
Imagem de Franz Bachinger por Pixabay
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Bravo Cláudia.!Concordo com você, como é difícil se desfazer de preconceitos .É preciso unir e não dividir.
Feliz por participar desse mundo momento de homenagem e trabalho.