(Para as mulheres que amei, amo e amarei)
Pois que o Universo, um dia, nasceu
E a luz se fez, sempiterna:
A vida, aqui e ali, floresceu
Provinda de uma fonte materna.
Sim, porque só a mulher pode parir
E, em seu ventre, abrigar tudo o que irá transcender!
Colorindo e perfumando tal como a rosa, a florir
Gerando, do átomo ao arcanjo, tudo no rumo de aprender…
E, assim, me pego a pensar:
— Por que, então, o bicho-homem insiste, teimosamente,
Em chamar a fonte de tudo, no masculino?
Cunhando ele um Deus-homem, insistentemente,
À sua imagem e semelhança, quando, do contrário, o Divino
Não é macho! É fêmea, é mulher: Deusa, plena e constante no verbo amar!
Imagem de StockSnap por Pixabay




