O que pode acontecer com o cidadão que zela pela ética quando envolvido pela política partidária?, por Ana Beatriz

Tempo de leitura: 2 minutos

Ana Beatriz

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O cidadão ético pode inspirar mudanças, fortalecer a confiança pública e contribuir para a construção de uma cultura política mais responsável, servindo como contraponto às práticas viciadas.

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O cidadão que cultiva a ética como valor inegociável quase sempre sonha entrar na Política partidária movido por ideais de transformação e compromisso com o bem comum.

No entanto, ao ter acesso nesse ambiente, frequentemente se depara com grupos de políticos experientes que trabalham por interesses divergentes, disputas de poder e práticas nem sempre alinhadas à integridade que defendem. Esse choque inicial pode gerar frustração e profundo dilema moral.

Ao longo do tempo, esse cidadão eleito para representar com dignidade os interesses do seu Estado, pode ser pressionado a ceder em pequenas decisões, justificadas como necessárias para viabilizar projetos cujos investimentos do governo federal somam milhões de reais.

É nesse ponto que começam as concessões pontuais que podem evoluir para um processo gradual de acomodação, no qual princípios antes inegociáveis passam a ser flexibilizados em nome da preservação da bandeira político-ideológica. Não é fácil manter-se fiel à ética dentro da política partidária. Essa conduta do político inexperiente pode levá-lo ao isolamento dentro do Partido que tem como legenda.

Isso pode dificultar alianças, limitar seu espaço de atuação e reduzir suas influências nas decisões, criando um ambiente de constante tensão entre coerência pessoal e eficácia política feita de interesses entre as “raposas felpudas” do seu Partido.

Todavia, sua postura de fidelidade à ética pode inspirar mudanças, fortalecer a confiança pública e contribuir para a construção de uma cultura política mais responsável. Ainda que enfrente obstáculos, sua presença pode servir como contraponto às práticas viciadas, mostrando que é possível agir com integridade mesmo em ambiente adverso.

O destino do cidadão ético na Política partidária não é único nem previsível. Ele oscila entre o risco da contaminação moral e a oportunidade de transformar as pessoas e o ambiente onde trabalha, com os melhores exemplos de dignidade e moralidade.

Tudo dependerá de sua firmeza de caráter, da rede de apoio que possa construir e da capacidade de resistir às pressões dos colegas que pensam diferente, sem perder de vista o propósito real que o levou à vida pública.

Político de envergadura ética e moral como foi o vereador e deputado por São Paulo, Freitas Nobre, espírita conceituado, que se destacou na defesa da liberdade de Imprensa e dos direitos democráticos, especialmente durante o período da ditadura militar, é um grande exemplo para todos os candidatos pleiteantes.

Nota do ECK: Artigo originalmente publicado no “Imprensado”, magazine da Agência CABarros de Notícias Espíritas, edição de abril e maio de 2026.

Imagem de Tyli Jura por Pixabay

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Postagem efetuada por membro do Conselho Editorial do ECK.

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