Violência pela violência!? O grotesco episódio numa partida de futebol em Minas Gerais e as lições para a Humanidade, por Marcelo Henrique

Tempo de leitura: 11 minutos

Violência pela violência!? O grotesco episódio numa partida de futebol em Minas Gerais e as lições para a Humanidade

Marcelo Henrique

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“Posso morrer pelo meu time

Se ele perder, que dor, imenso crime

Posso chorar se ele não ganhar

Mas se ele ganha não adianta

Não há garganta que não pare de berrar”

(Reis e Rosa, 1996) [1].

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Preliminares: a violência como estigma de uma sociedade claudicante

Presente e passado se encontram com frequência, no contexto e nos enredos de nossas vidas. E não se trata de nenhuma fraude a repetição de atos/fatos históricos. Porque, se a vida não é um teatro, em que atores representam papeis que não correspondem ao itinerário comum e rotineiro de suas existências, é preciso entender, para além da leitura rasa, a necessidade de se incursionar sobre causas e consequências dos fatos humano-sociais.

Em minha tela mental, então, figuram as cenas dantescas do fim de uma partida de futebol, no país do futebol – sem redundâncias –, mas com a justa epígrafe da importância de um esporte popular e do entretenimento que motiva paixões em um dos maiores países do planeta. Neste último final de semana, na decisão do campeonato estadual, envolvendo as duas maiores equipes de Minas Gerais, Atlético-MG e Cruzeiro protagonizaram a selvageria generalizada, com golpes e movimentos que encheriam os olhos dos aficionados em programas que transmitem lutas profissionais de várias categorias.

Durante cerca de dez minutos, em cenas transmitidas ao vivo, pelos canais abertos e plataformas de “streaming”, para o Brasil e para o exterior – e não somente para públicos formados por brasileiros ou torcedores de tais equipes – socos, pontapés, “voadeiras”, rasteiras, empurrões, tapas, agarra-agarra, “rabos de arraia” e tantas outras tipologias de golpes foram praticados por vinte e três homens, numa demonstração da barbárie e da selvageria que ainda figuram nos humanos do Século XXI, remontando a épocas imemoriais, do início da trajetória humana neste mundo.

A Pré-História e sua estranha revisitação contemporânea

Ao ver as cenas, apresentadas quando do término de outra partida de futebol que eu acompanhava, a da final do campeonato do Rio de Janeiro, entre Flamengo e Fluminense, que a programação do canal exibiu e repetiu, com “closes” mais específicos e tomadas “exclusivas”, toda a série de detalhes, em câmera lenta e com o recurso de ir-e-vir, para conferir mais dramaticidade aos lances, rapidamente me recordei de um filme que assisti, na escola, no ensino fundamental, em uma classe de História: “A Guerra do Fogo” [2].

A ficção histórica contida na citada película cinematográfica procurou remontar, a partir das informações de pesquisas arqueológicas, à ambiência do ser humano primitivo, há milhares de anos, naquilo que se convenciona chamar de “fase nômade”. Nela, a espécie humana ainda não estava vinculada e circunscrita a porções determinadas do solo, com o intuito definitivo de posse e propriedade de terras e defesa ante ameaças externas. O filme, assim, enquadrou, como outros do gênero, embates entre “tribos humanas”, na condição de destacada primitividade, em que a defesa da vida é a principal atitude. E, ainda que com a limitação dos sentidos sensoriais e da inteligência, havia noções de coletividade, com um grupo duelando com outro pela mantença existencial e pelas conquistas (terras, utensílios, armamentos, roupas, alimentos e outros). Aí, pelas “poucas luzes” intelectuais, a violência era um modo de vida e de sobrevivência.

Os fatos e sua adequada leitura

O que se viu no Estádio Governador Magalhães Pinto, o “Mineirão” ou o “Gigante da Pampulha”, sediado na capital mineira, Belo Horizonte, não era uma “luta pela sobrevivência”. Nem físico-material-existencial, nem pela continuidade em uma competição ou – como no caso em tela – por uma vitória, uma taça, uma conquista, um título esportivo. Do contrário, o objetivo principal do competitório, a vitória esportiva sobre o adversário na “cancha” foi solenemente esquecido, para dar lugar a uma luta corporal sem precedentes recentes, que não se prolongou ainda mais, em face da intervenção de autoridades públicas e privadas, policiais e seguranças do estádio, da competição e dos próprios clubes, acionados para “conter os ânimos”.

O resultado, declarado pela autoridade esportiva em campo, o árbitro de futebol, consignou 23 (vinte e três) expulsões [3], com o gesto solene e tradicional neste esporte, a exibição do cartão vermelho. Este figura como a pena máxima durante o jogo, importando a exclusão definitiva do participante de uma partida de futebol – desde a espécie amadora até a profissional, posto que a regra esportiva assim determina para todos os jogos – e, conforme o conjunto de regras, outras punições como a suspensão de participação de novas partidas. Como de praxe, diante das regras esportivas vigentes no Brasil – Lei Geral do Futebol Brasileiro [4], Código Brasileiro de Justiça Desportiva [5], Regulamento Geral de Competições [6], da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Manual de Competições da CBF [7] e Livro de Regras de Futebol da IFAB/FIFA [8], a expectativa é que o Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de Minas Gerais (TJD/MG) aplique penas exemplares aos infratores. Isto é, o conjunto de 23 (vinte e três) atletas profissionais, pela prática de atos violentos, contrários à disciplina do esporte, além de sanções cíveis e criminais cabíveis, em consequentes apurações da Justiça Comum, após a instrução policial, realizada por servidores públicos das corporações militares e civis, presentes ao estádio e ao evento.

Nem surdos, nem cegos, mas solenemente mudos!

É de se lamentar – e, profundamente, – a reiterada prática do silêncio institucional, de parte dos clubes envolvidos, Cruzeiro Esporte Clube e Clube Atlético Mineiro, em relação ao conjunto dos bizarros acontecimentos verificados neste mês de março de 2026. Inclusive, a ausência de quaisquer pedidos de desculpas formais das duas agremiações, ao público presente e aos telespectadores do Brasil e do Mundo, pelo “conjunto da obra”, permanecendo, ambos, silentes e concordes com a barbárie, ao não comentar as atitudes de seus empregados atletas.

Tem-se, assim, a perigosa e hedionda naturalização da violência e da criminalidade, da parte dos profissionais que gerem os clubes e são juridicamente responsáveis também pelos fatos “dentro das quatro linhas” do Estádio do Mineirão, posto que a eles cabe a disciplina póstuma em relação aos citados episódios – não efetivada até o presente momento – no que se tem, na prática, a corresponsabilidade pelo conjunto de delitos cíveis e criminais em espécie.

E, como não podemos deixar de enfocar, como contingente acessório negativo, a manifestação majoritária de torcedores ou entusiastas do futebol, que também preferiu o silêncio. Ou, em certo número, optou pela expressão na forma jocosa e de pilhéria, como se a questão fosse uma anedota (de péssimo gosto, então). Mas o que mais precisa ser enaltecido é a grande quantidade de manifestações nas redes sociais, no sentido de valorizar a pancadaria, configurando, destarte, pífias demonstrações da masculinidade tóxica e da homofobia, inclusive no combate e menosprezo àqueles poucos profissionais (geralmente da mídia especializada) que exemplarmente condenaram o episódio dantesco nas Gerais.

Violência, machismo, homofobia e quejandos

Ou seja, nos parece que se posicionar contra a barbárie, a selvageria e a deturpação da competição, pois, no “campo”, o que se viu foi uma espécie de luta de MMA (Artes Marciais Mistas) não regulamentada – porque, também, neste caso há uma disciplina normativa e esportiva para este esporte de combate, com ligas e torneios específicos, que também movimentam milhões de dólares anualmente – é tratado, pelo cidadão comum, como manifestação de homossexualidade. Para tais, todo aquele que se posiciona contrário à troca (generalizada) de pontapés e socos em “horário nobre” na grade de programação televisiva, seria homossexual.

Em outras palavras, aqueles que não “apreciam” brigas, não seriam homens, nem héteros. E há quem tenha buscado justificar o ocorrido, evocando a simbologia de um “futebol-raiz”, aquele tipo de entretenimento popular, de “várzea”, como se costuma dizer, como os jogos dos bairros, clubes e campos de terra, comuns na minha infância, nas décadas de 1960, 1970 e 1980. Talvez, a tais “senhores”, devidamente salvaguardados pela proteção de suas telas, pelo anonimato (às vezes) de perfis com nomes fantasiosos e imagens fictícias ou caricaturas, no conforto de suas poltronas, onde são “juízes” de tudo e de todos e de onde vociferam suas ameaças e cancelamentos, se esteja diante de um arroubo, talvez, ou um suspiro, de masculinidade (que masculinidade!?).

Há quem diga que esse posicionamento – e, talvez, esse artigo – sejam expressões do “chatérrimo” contexto do politicamente correto. Falácias! Correto é correto, indevido é indevido, criminoso é criminoso! A atitude de bater, socar, esmurrar, ou de aplicar pontapés, rasteiras, rabos-de-arraia, etc., configura delito segundo a legislação penal vigente – crime de lesões corporais, de diferentes gravidades.

É de se perguntar, ainda e forçosamente, se não é exatamente esta a espécie de entretenimento que muitos efetivamente preferem (e os índices de audiência como o de programas de reality show na televisão brasileira o demonstram sobejamente – inclusive com “pacotes especiais de pay-per-view, por 24 horas diárias). Ou seja, a “sanha” por bater e apanhar, por vencer duelos – inclusive verbais, sob a couraça da intimidação, da exposição pública e da coação moral e psicológica – vai se normalizando e alcança outros cenários, como, no caso, uma “simples” partida de futebol.

A vida imita a arte, com Skank?

Abrimos este ensaio – doloroso como tem de ser – com uma agradabilíssima canção do Skank, em que os detalhes de um jogo de futebol e a interação entre os profissionais do esporte e o público (principalmente aquele que tem o prazer e a riqueza de assisti-lo ao vivo no Estádio) são o que há de melhor. Todo aquele que, como eu, já esteve envolvido com o futebol [9] seguramente se “teletransporta” para a música, como se vivesse cada uma das cenas narradas na letra ou, ainda e também, revivendo situações em que possa ter estado envolvido com a “magia” [10] do esporte bretão [11].

Mas, no trecho selecionado, da composição completa, tem-se a expressão “morrer pelo meu time”, que, no caso, é apenas no sentido figurado, representando a “dor imensa” que se sente, no coração e no Espírito, diante do fracasso (derrota) do time pelo qual se torce. Quem tem paixão por futebol e, mais especificamente, por um clube, realmente já se sentiu “dilacerado por dentro”, com uma profunda tristeza. Mas, no jogo (ou no campeonato) seguinte, tudo volta à normalidade, tanto em relação à expectativa no pré-jogo, quando, se efetivada a vitória, com o clímax, o gozo e o ápice da felicidade: “Que emocionante, é uma partida de futebol”, como escreveu Nando e musicou Samuel (Reis e Rosa, 1996).

Portanto, esse “morrer” não pode nem jamais poderá ser justificação para uma realidade fática, no campo ou no entorno, em face da agressividade e violência que são cultuadas, muitas vezes, entre os humanos. Não há nada que as justifique! E, mesmo que não culminar com o evento fatídico (morte), tampouco deve ser admitido como o ato de intentar provocar lesões corporais nos semelhantes.

O basta!

Portanto, para além da “violência pela violência”, devemos, tanto como torcedores, quanto como envolvidos em alguma das situações inerentes ao futebol, dizer um basta! E esse basta deve principiar, lógica e necessariamente, como dissemos, pela punição de modo exemplar dos jogadores-infratores.

No mínimo! Isto para que o “exemplo” não reverbere e se torne inscrição pontual e corriqueira numa tábula rasa. O indivíduo, Espírito encarnado neste cenário de expiações e provas, precisa superar essa fase e caminhar, progressivamente, para uma nova realidade social. É o que esperamos e pelo que, diuturnamente, lutamos, individual e coletivamente (ECK)!

 

Notas do Autor:

[1] A música “Uma partida de futebol”, de autoria de Nando Reis (letra) e Samuel Rosa (música) foi composta em 1996. Os músicos haviam se conhecido justamente num campeonato de futebol promovido pela MTV, chamado “Rock Gol” e se tornaram amigos. Com a afinidade, passaram a compor juntos algumas canções, como “Resposta”, de 1998. A primeira foi, inclusive, música-tema da Copa do Mundo de 1998. A curiosidade é que Nando enviou a letra, por fax (um meio de comunicação que os mais novos sequer conhecem) e Samuel fez a melodia e os arranjos.

[2] O filme “Le guerre du feu”, de 1981, de Jean-Jacques Annaud foi lançado no Brasil em 29 de abril de 1982, ambientando a época pré-histórica de nossa civilização, no Planeta Terra, reconstituída por meio de pesquisas e descobertas arqueológicas, inclusive afrescos e pinturas rupestres, e o enredo possui a licença poética para cogitar de situações que podem ter ocorrido com nossos ancestrais, a partir do mote do “fogo” como uma questão sobrenatural.

[3] Segundo o “GE”, este embate teve o recorde de expulsões no país, distante das “marcas” anteriores, ocorridas nas décadas de 1950 e 1970, no século passado. Em 1954, por exemplo, foram 22 exclusões de atletas (Torneio Rio-São Paulo) e, em 1971, o mesmo número (Campeonato Catarinense). No âmbito mundial, um jogo da quinta divisão do Campeonato Nacional Argentino, em 2011, consignou 36 expulsões (Maleson, 2026).

[4] A norma é alcunhada de “Lei Geral do Esporte”. A norma avança no sentido de reconhecer o esporte como uma atividade de alto interesse social, devendo, as atividades, a gestão e a exploração econômica ser gerida por princípios de transparência administrativa e financeira, pela moralidade na gestão esportiva e a responsabilidade social dos dirigentes. Outro avanço importante é a determinação da isonomia no pagamento de valores a atletas ou paratletas, mulheres e homens, em termos de premiações nas competições.

[5] O Código foi gestado na Comissão de Estudos Jurídicos Desportivos do Ministério do Esporte, contando com contribuições de especialistas assim como manifestações e proposições discutidas, em 2008, no I Fórum Brasileiro de Direito Desportivo, além de se inspirar no Código Disciplinar da FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado).

[6] Referido Regulamento foi recentemente atualizado e publicado em janeiro de 2026 (CBF, 2026).

[7] O Manual substitui o anterior “Regulamento Geral das Competições”, apropriando sugestões dos clubes e das federações estaduais de futebol, buscando alinhar as circunstâncias locais às melhores práticas da FIFA.

[8] A publicação da IFAB – International Football Association Board, o Conselho da Associação Internacional de Futebol (FIFA), entrou em vigor em 1º de julho de 2025, em todos os países afiliados à Federação.

[9] Minha trajetória no futebol começa com esporte amador, entre 1983 e 1985. De 1986 a 1988, estive nos aspirantes de dois clubes profissionais da Grande Florianópolis, em Santa Catarina (Associação Recreativa Desportiva e Cultural Palmeiras, de São José e Figueirense Futebol Clube, de Florianópolis). Mas, apesar da qualidade técnica, preferi a carreira acadêmica, pois, segundo meu avô materno e minha mãe, “futebol não dava camisa”, no sentido de não proporcionar, àquele tempo, para a grande maioria dos jovens, uma condição de estabilidade econômico-financeira. Em 1987, como estudante de Comunicação Social-Jornalismo (UFSC), fui repórter de campo de rádio e trabalhei na redação de um jornal estadual, na área de esportes. Por fim, atuei no Conselho Deliberativo do mesmo Figueirense, tendo sido, por seis meses, Conselheiro Titular, em face de enfermidade do titular. Isso me permite uma ampla leitura do fato que motiva este ensaio.

[10] Voltando à letra da canção gravada pelo Skank, posso dizer que, ao menos em parte, eu vivi o descrito: “Quem não sonhou em ser um jogador de futebol”.

[11] Clássica expressão para se referir ao futebol, datando da época das origens do futebol moderno, com a criação da modalidade na Inglaterra, no final do Século XIX. Bretão era correlacionado aos britânicos, ou seja, os habitantes da Grã-Bretanha (uma ilha europeia que congrega três países constituintes, Inglaterra, Escócia e País de Gales; e, quando agrega, também, a Irlanda do Norte, passa a compor o Reino Unido). O termo, quando utilizado hoje, remete à nostalgia ou à poesia correlacionada à “época romântica”, não profissionalizada, do esporte futebolístico e guarda sintonia com o “abrasileiramento” do mesmo, já que ele integra o patrimônio cultural brasileiro.

 

Fontes:

Brasil. Lei n. 14.597, de 14 de junho de 2023. “Presidência da República”. Casa Civil. Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos. Disponível em <LINK>. Acesso em 12. Mar. 2026.

Brasil. Ministério do Esporte. Instituto Brasileiro de Direito Desportivo. “Código Brasileiro de Justiça Desportiva”. 2. Casa Civil. Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos. Disponível em <LINK>. Acesso em 12. Mar. 2026.

CBF. (2026). CBF divulga Manual de Competições. “Confederação Brasileira de Futebol”. Disponível em <LINK>. Acesso em 12. Mar. 2026.

CBF. (2026) “Manual de Competições: diretrizes, normas e procedimentos das Competições da CBF”. Rio de Janeiro: CBF. 27. Jan. 2026. Disponível em <LINK>. Acesso em 12. Mar. 2026.

IBDD. (2010). Instituto Brasileiro de Direito Desportivo. “Código Brasileiro de Justiça Desportiva”. São Paulo: IOB.

IFAB/FIFA. “Regras do Jogo 2025/2026”. Confederação Brasileira de Futebol (publicação em português). 4. Set. 2025. Disponível em <LINK. Acesso em 12. Mar. 2026.

Kampff, A. CBF lança novo Manual e reforça profissionalização e direitos humanos. “UOL”. Redação. Redação Lei em Campo. 28. Jan. 2026. Disponível em <LINK>. Acesso em 12. Mar. 2026.

Maleson, R. (2026). Briga em Cruzeiro x Atlético-MG tem recorde de expulsões no Brasil, mas fica atrás de marca mundial. “GE”. 27. Jan. 2026. Disponível em <LINK>. Acesso em 12. Mar. 2026.

Reis, N.; Rosa, S. Uma partida de futebol. “Letras”. Disponível em <LINK>. Acesso em 12. Mar. 2026.

 

Anexo:

Letra da música da canção “Uma partida de futebol”:

“Bola na trave não altera o placar

Bola na área sem ninguém pra cabecear

Bola na rede pra fazer o gol

Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?

 

A bandeira no estádio é um estandarte

A flâmula pendurada na parede do quarto

O distintivo na camisa do uniforme

Que coisa linda é uma partida de futebol

 

Posso morrer pelo meu time

Se ele perder, que dor, imenso crime

Posso chorar se ele não ganhar

Mas se ele ganha não adianta

Não há garganta que não pare de berrar

 

A chuteira veste o pé descalço

O tapete da realeza é verde

Olhando para bola eu vejo o sol

Está rolando agora, é uma partida de futebol

 

O meio-campo é lugar dos craques

Que vão levando o time todo pro ataque

O centroavante, o mais importante

Que emocionante, é uma partida de futebol

 

O meu goleiro é um homem de elástico

Os meus zagueiros têm a chave do cadeado

Os laterais fecham a defesa

Mas que beleza é uma partida de futebol

 

Bola na trave não altera o placar

Bola na área sem ninguém pra cabecear

Bola na rede pra fazer o gol

Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?

 

O meio-campo é lugar dos craques

Que vão levando o time todo pro ataque

O centroavante, o mais importante

Que emocionante é uma partida de futebol

 

Eu falei, o gol

Quis ser um jogador de futebol

Fazer o gol, o gol”.

Imagem de Christophe DUCOURRET-GRAVEREAU por Pixabay

Written by 

Postagem efetuada por membro do Conselho Editorial do ECK.

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