Provocações: a caridade de produzir o novo – o conhecimento que liberta!, por Marcus Braga

Tempo de leitura: 2 minutos

Marcus Braga

***

Nosso ECK, uma casa de provocadores, com suas lives e textos, põe na mesa pontos anti hegemônicos, questões ocultas e por vezes, indigestas, submetidas ao debate franco e aberto. Um relevante serviço a causa da orientação dos desorientados, e da luz sobre a penumbra.

***

Na década de 1990, a TV Cultura tinha um excelente programa de entrevistas chamado “Provocações”. Conduzido pelo saudoso ator Antônio Abujamra, trazia convidados fora do “Jet Set[1] e com perguntas instigantes tratava de diversos temas. Posso citar outros entrevistadores provocadores, como Jô Soares e o curioso Zé do caixão.

Provocar é uma arte. O Espiritismo tem seus provocadores também. Formuladores de perguntas instigantes, cutucam temas invisíveis em abordagens criativas. Articulistas necessários que nos fazem olhar para onde ninguém está atento, produzindo o novo.

Mas, por questões de um certo autoritarismo intelectual, de um argumento “ad hominem” predominante, ser provocador acabou sendo visto como anti caridoso. Questionar assumiu um ar pecaminoso, desrespeitoso, e o debate produtivo deu lugar ao consentimento reverencial. Menos Kardec do que isso, impossível!

Mas, é importante destacar que, ao apregoar a concordância submissa, nós nos curvamos a uma pauta patrocinada por algum grupo que tenha seu ponto de vista interpretativo. A provocação apresenta o contraditório, a antítese, que possibilita interessantes sínteses.

Nosso ECK, uma casa de provocadores, com suas lives e textos, põe na mesa pontos anti hegemônicos, questões ocultas e, por vezes, indigestas, submetendo-as ao debate franco e aberto. Um relevante serviço à causa da orientação dos desorientados, e da luz sobre a penumbra [2].

Saibamos valorizar esse tesouro construído por tantas vozes e mãos. O diálogo que por vezes vira conflito, é melhor que a concordância surda, que resulta na cegueira e na ilusão!

Assim se fez, e se faz, o Espiritismo.

Notas do ECK:

[1] A expressão “Jet Set”, foi cunhada na década de 1950, para representar pessoas ou grupos de pessoas ricas que eram famosas e influentes, similar aos “influencers” ou  “youtubers” da atualidade. A expressão estava originalmente associada ao ato de viajar frequentemente de avião ― jatos (“jet”) ―, para festas, eventos ou reuniões de ricos (alta sociedade).

[2] Esta característica ECKana é bem descrita num artigo publicado no Portal ECK, intitulado “Por um Método Comunicativo Espírita: o Dialógico, o Dialético e o Contraditório – caminhos para o real entendimento”, cuja referência completa está logo abaixo.

 

Fonte:

Henrique, M. (2025). Por um Método Comunicativo Espírita: o Dialógico, o Dialético e o Contraditório – caminhos para o real entendimento. “Espiritismo COM Kardec – ECK”. 14. Dez. 2025. Disponível em: <https://www.comkardec.net.br/por-um-metodo-comunicativo-espirita-o-dialogico-o-dialetico-e-o-contraditorio-caminhos-para-o-real-entendimento-por-marcelo-henrique/>. Acesso em 25. Mar. 2026.

Imagem de Jean-Pierre Bellec por Pixabay

Written by 

Postagem efetuada por membro do Conselho Editorial do ECK.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

One thought on “Provocações: a caridade de produzir o novo – o conhecimento que liberta!, por Marcus Braga