Uma reflexão sobre a interioridade perdida…, por Hércules Jaci

Tempo de leitura: 2 minutos

Hércules Jaci

Perder-se a si mesmo é a pior coisa que pode acontecer a um ser humano.

Os veículos de imprensa, nos dias que se seguiram à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, publicaram muitas fotos dos então apoiadores da candidatura derrotada à presidência da República. Nelas, muitos choraram a derrota. Em especial, numa delas, uma mulher, fantasiada de Copa do Mundo, não chora e nem sofre pelo país desigual no qual ela mora…

Não chora reivindicando mais comida para todos, empregos, políticas de saúde, Educação e Cultura, Segurança, estradas de qualidade, pelo Meio ambiente do seu país que é (?) exuberante e está ferido e desmatado, etc.

Ela chora porque lhe falta saúde mental, discernimento, falta-lhe eixo interno, chora por carência e por uma necessidade profunda de “pertencimento”, e, daí, influenciada por seu WhatsApp, onde ela pensa conviver, ser alguém, ter amigos, “pertencer”, ela vai até contra a natureza dela e sai de casa, vai para porta de quartéis, grita, quebra, destrói.

Lá, nesse mundo virtual, criou-se uma realidade paralela onde a verdade também é ficção (Fake News) e se troca de realidade, entrando/vivendo na realidade do poder dominante daquele espaço.

Assim, várias pessoas vão na mesma onda, por isso são chamadas de manada, abduzidos. Desconectadas de si mesmas. E quando isso acontece sempre tem quem as “teleguiem”, como um berrante controla uma manada.

Pessoas fragilizadas e sem rumo, “atraem” para si, pastores, padres, mitos, youtubers, influenciadores, líderes políticos, coachs, fdps, sacanas, o escambau.

Perder-se a si mesmo é a pior coisa que pode acontecer a um ser humano. Não há nada pior, o resto a conexão interna dá jeito. É pior do que perder filho(a), que é dolorido para K…

Apesar dessas pessoas como um todo, mesmo com a bravata de fúria e poder que vemos nos filminhos que elas mesmas produzem (a burrice, o fanatismo as fazem produzir provas contra si mesmas), elas precisam pagar os preços de suas escolhas (detesto essa palavra tão moderna, pois, de fato não há ESCOLHA, pois não há PRESENÇA interna que exerça isso)…

Mas a Justiça é cega! E precisa ser, senão, tomamos decisões emocionais e, a punição, em alguns casos, pode servir de DESPERTAR, para essas pessoas que estão mortas, delirantes, embriagadas…

Texto ligeiramente adaptado do original. 

Photo by Louis Galvez on Unsplash

 

 

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