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	Comentários sobre: O Direito de Existir ante os Tribunais de Internet e as Doenças Humanas: o caso “reborn”, por Marcelo Henrique	</title>
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	<description>Conteúdo com Liberdade de Pensamento</description>
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		Por: Wilson		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wilson]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2025 14:32:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Seu artigo, meu amigo, como sempre, vem carregado de aprendizado. Talvez minha narrativa não se encaixe aqui — mas foi ela quem me levou de volta ao passado. Permita-me compartilhar.

Lembro-me dos tempos idos, quando ainda se vivia à sombra de uma educação rígida. Minha tia, ainda menina, ganhou de seu pai uma boneca — daquelas de plástico, comuns na época. Mas, ao invés de lhe entregar o brinquedo para brincar, ele a colocou cuidadosamente dentro de uma cristaleira e disse: “É sua, mas ficará aqui até que aprenda a brincar sem quebrar.”

Sempre que eu a visitava, notava o brilho contido nos olhos dela, fixos naquela boneca intocável. Era como se a alegria morasse atrás do vidro, fora do alcance. A menina, antes tão viva e sorridente, foi se recolhendo aos poucos. Retraiu-se. Fechou-se na própria concha.

O tempo passou. A menina cresceu, tornou-se adolescente. Mais tarde, foi mãe. Sofreu. Desenvolveu síndrome pós-parto. Perdeu parte da memória. Desencarnou...

E a boneca? Continuava lá, imóvel na cristaleira — intacta, como sempre, mas jamais realmente sua.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seu artigo, meu amigo, como sempre, vem carregado de aprendizado. Talvez minha narrativa não se encaixe aqui — mas foi ela quem me levou de volta ao passado. Permita-me compartilhar.</p>
<p>Lembro-me dos tempos idos, quando ainda se vivia à sombra de uma educação rígida. Minha tia, ainda menina, ganhou de seu pai uma boneca — daquelas de plástico, comuns na época. Mas, ao invés de lhe entregar o brinquedo para brincar, ele a colocou cuidadosamente dentro de uma cristaleira e disse: “É sua, mas ficará aqui até que aprenda a brincar sem quebrar.”</p>
<p>Sempre que eu a visitava, notava o brilho contido nos olhos dela, fixos naquela boneca intocável. Era como se a alegria morasse atrás do vidro, fora do alcance. A menina, antes tão viva e sorridente, foi se recolhendo aos poucos. Retraiu-se. Fechou-se na própria concha.</p>
<p>O tempo passou. A menina cresceu, tornou-se adolescente. Mais tarde, foi mãe. Sofreu. Desenvolveu síndrome pós-parto. Perdeu parte da memória. Desencarnou&#8230;</p>
<p>E a boneca? Continuava lá, imóvel na cristaleira — intacta, como sempre, mas jamais realmente sua.</p>
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		Por: Rosário Relvas		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rosário Relvas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2025 11:27:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Este fenómeno está para além da minha compreensão. Só posso compreender pelo motivo de que a sociedade está a perder o sentido do amor pela vida. Se não podem gerar crianças, então adoptem. A sociedade está doente, a ausência de valores morais deprime o ser humano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este fenómeno está para além da minha compreensão. Só posso compreender pelo motivo de que a sociedade está a perder o sentido do amor pela vida. Se não podem gerar crianças, então adoptem. A sociedade está doente, a ausência de valores morais deprime o ser humano.</p>
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